16.11.12

 

“Cidadania (do latim, civitas, “cidade”) é o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive.”

Tive que transcrever este excerto da wikipédia para delinear uma reflexão lógica sobre este conceito.

Esta minha dificuldade em escrever sobre cidadania prende-se com a confusão em que se encontra a nossa sociedade. Confusão onde? Para onde quer que olhe...

Nos avós que dizem “Agora têm sorte, no meu tempo não era assim”. E nos pais que dizem “Isto agora não é nada. Bons velhos tempos tive eu”. E nos mais novos que não sabem o que dizer, pois não imaginam isto de outra forma.

Sabemos quais são os nossos direitos? Seria bom parar para pensar quais são, pois há quem pense que os tem todos e mais alguns, até mesmo alguns nada éticos. E há quem se limite a concordar com o que lhe mandam, não conseguindo ou achando necessário fazer valer os seus direitos que, se calhar, até desconhecem.

Deveres? O quê? Temos deveres de cidadania? Como alguém dizia na televisão “E esta, hem!” E eu a pensar que era só preciso viver, sem pensar em mais nada para além do dinheiro que ganho para pagar as contas que quero.

Estou a ser injusta? Se há alguém que assim pensa é sinal que consegue fazer valer o direito de informação, ao aceder e ler este texto, e o dever de participação e reflexão, ao ter um pensamento reflexivo sobre estas palavras. É disso que precisamos, pessoas com opinião e capacidade de reflexão.

Mas o conceito de cidadania torna-se ainda mais confuso quando evidenciamos a importância e ligação que tem com a política do país. Isto deveria ser em qualquer país. E no nosso até vai sendo, muito embora haja muitas vozes a dizer o mesmo de formas diferentes, com porta-vozes diferentes, em alturas diferentes e em resposta a diferentes situações. É a isto que eu chamo uma verdadeira confusão que me deixa bloqueada quando penso no conceito de cidadania.

De momento, penso que a melhor maneira de continuarmos a exercer a cidadania é agindo localmente, dentro da nossa casa, da nossa freguesia, das nossas redes de contactos. Refletindo e opinando com respeito ao tempo de reflexão e à opinião do Outro.

 

Sónia Abrantes

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 21:00  Comentar

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