16.4.13

 

Está tudo silencioso agora

Daqui avisto o horizonte e as estrelas

Estou sentado no topo do mundo

Por mais que tente, não consigo chorar

 

Conto os meses e os anos

Que passam como segundos

Já não sei quem sou

Já me esqueci quem fui

 

Ergo este copo a ninguém

E a dúzia seguinte também

Nem nada nem ninguém, assim é

Por esta janela vejo tudo turvo

 

Um pássaro interrompe o silêncio

E desço a pistola agora

Respiro fundo e suspiro

Acendo o último, desta vez o último

 

(É sempre o último há meses, há anos

Mas não é, nunca é)

 

Daqui avisto tudo e não vejo quase nada

Não há nada nem ninguém aqui

Neste corpo só moro eu

Somente eu, ninguém

 

 

Joel Cunha


Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 09:00  Comentar

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