18.3.09


 


Sinto a minha vida a passar como um filme onde eu adormeci…

O que eu faço neste mundo?

 

Desde a minha adolescência que sinto sempre ser menos do que deveria! Meus pais gostam mais da minha irmã e ela é que é perfeita! Não consigo fugir às comparações diárias… até na escola todos viravam à sua passagem… e eu: invisível… conhecida apenas como a irmã mais nova dela. E esse sentimento persegue-me… ainda me sinto minúscula, sozinha, completamente perdida neste mundo onde eu não tenho lugar… Como eu me sinto a mais infeliz dos mortais!

 

Não consigo fazer o meu marido feliz e nem sei porque é que ele casou comigo! Talvez por pena? Quanto mais ele tenta chegar a mim, mais culpa sinto por não o merecer! Não gosto de mim… porque é que alguém gostará?

 

E ultimamente… custa-me até dizer isto… mas tenho pensado tanto que seria tão mais fácil desaparecer… Não tenho sentido vontade de fazer nada, tudo me custa… levantar-me da cama é extremamente doloroso… ver-me ao espelho ainda mais… fujo dos outros, fujo da vida como de mim mesma… sinto uma angústia… e vejo os outros a falarem comigo mas não os consigo ouvir… e ninguém consegue compreender-me… falamos línguas diferentes? Bem, eu própria não consigo falar comigo, não tenho linguagem nem vida! É por isso que mesmo no meio de uma multidão, eu sentir-me-ia sozinha…

Não sinto alegria em mim, não sinto alegria nos outros e nem sinto alegria no mundo… acho que morri e ainda não me enterraram…

 

Ana Lua

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 00:25  Comentar

De A. a 13 de Novembro de 2009 às 23:49
é julgar-se fraca e a vergonha de assumir
é a vergonha de não se considerar normal, de não se conseguir vencer
é um desespero, é querer desculpas para a tristeza é sentir me como peixe fora de agua em ambientes de convívio e já não consigo disfarçar , mas por outro lado sofro pelo facto de ser assim, porque gostava de ser alegre conversadora bem disposta, ja pensei em procurar ajuda, mas nao quero dár a perceber no meu local de trabalho

De Ana A a 18 de Março de 2009 às 12:19
Acredito que "todas as pessoas que pensam em morrer têm, no fundo, fome e sede de viver. O que elas querem destruir é o sofrimento causado pelos seus conflitos, a solidão que as abate, a angústia que as deita por terra" (do Augusto Cury). Só que tantas vezes dar essa volta é tão difícil... Talvez na medida da dificuldade em pedir ajuda ou em acreditar que podemos partilhar com os mais próximos (ou até não tão próximos) o nosso desespero.

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