20.4.09


 



Por mais voltas que a vida dê, há sempre algo que nos persegue.

Achamos que já resolvemos, achamos que já está para trás das costas, e no final, quando menos esperamos, aparece-nos num sonho como que a dizer que não esquecemos o que queremos, que há coisas que estão sempre presentes, por mais que quando em consciência, afirmemos peremptoriamente que está tudo resolvido…

 

E constatamos que não está. E que provavelmente nunca vai estar.

 

Quando acordados dizemos para nós mesmos que está, talvez porque só assim conseguiremos andar para a frente.

Mas nos sonhos ninguém nos diz o que não queremos, ninguém nos põe limitações. Nos sonhos as dores vêm ao de cima, as saudades, os desejos mais pequeninos e mais escondidos.

Tudo o que esquecemos grita por socorro em sonhos.

Entendemos assim o que nos falta, o que queremos, o que não queremos, os medos, as saudades, as culpas…

E tudo é real… a dor, os beijos, as festas, as cores, lugares e situações. Faz-nos perceber que não somos tão fortes como imaginávamos, que há coisas que mesmo distantes ainda doem muito, que há pessoas que nos fazem demasiada falta, que a vida que sonhamos não é nem de longe nem de perto a que levamos.

 

No meio disto uma certeza apenas… que bom ou mau, um sonho acaba sempre.

 

Será que o despertar dá aos sonhos uma fama que eles não merecem???

 

Filipa

 
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Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 02:15  Comentar

De Susana Cabral a 20 de Abril de 2009 às 21:30
Os sonhos fazem parte da nossa forma de viver, vivemos a sonhar, sonhamos como devemos viver e pura e simplesmente sonhamos com coisas importantes ou inrrelevantes.
Mais tarde ou mais cedo temos de acordar, a realidade não espera nem fica parada, e acaba sempre por se revelar.
De que forma acordamos? As vezes com um simples pescar de olhos e de repente vemos que o sonho foi apenas um desejo que construímos e que nada tem haver com a realidade.



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