11.9.12

 

Discorrer sobre o tema “Estar longe” desagua em falar sobre o que gostamos, amamos ou amámos, tanto que até daquilo que nos fez sofrer chegamos a ter saudades.

    

[ao contrário, nunca estamos longe do que não nos interessa ou interessou, do que não gostamos. O que não nos interessa não está longe nem perto, não existe. Não tem longe, nem distância]

 

E o que é que nos faz a saudade?

Ou melhor, reformulando, o que é que nós fazemos com a saudade? É uma ausência, uma perda, uma espécie de “sugadouro” alienante ou uma espécie de referência? É uma força ou uma fraqueza? É uma raiz que nos alimenta e tonifica, nos ancora ou é um sorvedouro de energia?

Estar longe, a saudade, aguça-nos ou embota-nos o espírito.

Quando podemos, e depende da nossa vontade, voltar a “estar perto”, às vezes é bom estar longe, permite evitar o desgaste do dia-a-dia e recarregar baterias. Mas… e quando esse “regresso” não é possível? De que nos serve a memória, a saudade?

Por este prisma nós somos o corolário das nossas memórias, saudades, do que está longe – no tempo e na distância – potenciado ou diluído pela “espuma dos dias”.

A memória, a saudade do que nos marca tanto e que está longe, pode ser – naturalmente ou a partir de um maior esforço – a alavanca, o impulsionador do sonho que nos alimenta o presente e nos traz horizonte para o futuro.

Será, assim, o fermento da vontade de lutar, a força de querer a razão de ser e de realizar.

 

Jorge Saraiva (articulista convidado)


Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 20:05  Comentar

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