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Primitivamente, a família aparece para assegurar a herança dos bens dentro do mesmo grupo de pessoas.

Família é, historicamente e na cultura ocidental, um grupo de pessoas do mesmo sangue.

Mas a família tem vindo a transformar-se e está longe da visão materialista primitiva e do simples conceito de consanguinidade.

As mudanças religiosas, os factores económicos e socioculturais, transformaram-na e, hoje, o papel da família vai muito para além da defesa da propriedade privada e da estrutura inicial de pai, mãe, filhos e irmãos.

A família como agregação social não obedece a um único padrão pelo que fará mais sentido falar em famílias, no plural.

 

Hoje, compete aos membros de cada família responder às mudanças internas e externas, criando, dentro do grupo, condições de protecção psico-social dos membros, assimilar uma cultura e assegurar a sua transmissão. Esta dupla função, de dar e receber dos seus membros e da sociedade, é tanto mais bem conseguida quanto mais estruturada for e mais definidos estiverem os papeis de cada elemento, funções que têm que ser atribuídas com base no diálogo, franqueza e respeito mútuo pela individualidade de cada um.

Só com estes ingredientes se pode estabelecer uma relação de partilha, não de posse, que permita transformar a família num núcleo gerador de afectos, onde os seus membros se sintam seguros satisfeitos e úteis.

 

Cidália Carvalho

 
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Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 03:34  Comentar

De Cidália Carvalho a 12 de Janeiro de 2010 às 22:50
Susan Boyle,
Obrigada por alertar para um problema que é cada vez maior e recorrente.
È uma triste realidade esta de descartar os pais para um qualquer lugar quando incapacitados, e por isso mesmo mais precisados dos filhos.

Seja bem vinda!

De Susan Boyle a 12 de Janeiro de 2010 às 14:35
Tem-se vindo a perder o significado que a palavra "familia" tem, e principalmente os mais idosos, que são largados n`algum lar, tipo depóito de material reciclado, mas sem ser para reciclar, mais para descartar.

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