9.2.10


 


Não obstante as diversas acepções que foram sendo atribuídas ao conceito de “justiça”, há duas fundamentais: uma objectiva e outra subjectiva.

A primeira refere-se ao momento em que a justiça é empregue para designar uma qualidade da ordem social, especialmente quando se trata de considerar uma lei ou instituição como justas. Trata-se de um princípio superior da Ordem Social.

Quanto à acepção subjectiva, esta trata a justiça como qualidade da pessoa -  aqui, a justiça é vista como uma virtude, ou um conjunto de virtudes, incluindo em si a prudência, a temperança, a coragem e outras.

Apesar de na actualidade ser a acepção objectiva da justiça que é a largamente utilizada na linguagem jurídica, a justiça como virtude não contrapõe esta acepção, pelo contrário, são dois aspectos da mesma realidade.

Sendo certo que ao longo da história há toda uma tradição filosófica, ética, jurídica e religiosa de tratamento da justiça no sentido subjectivo e pessoal.

 

Na antiguidade clássica, Aristóteles já considerava a justiça como hábito. Na sua teoria refere que ao Homem não basta conhecer em abstracto, ou teoricamente, o conteúdo da virtude, sendo de maior valia a actualização prática e a realização da virtude. O Homem apenas tem a capacidade de discernir entre o justo e o injusto, de optar pela realização de acções conformes a um ou a outro e a virtude, assim como o vício, adquire-se pelo hábito.

Tendo em conta os rios de tinta que já foram gastos ao longo de séculos sobre esta temática, pode, em suma, dizer-se que, como o direito, a justiça não se mostra como uma simples técnica da igualdade ou da ordem social. Ela é a virtude da convivência humana, traduzindo-se, fundamentalmente, numa atitude subjectiva de respeito pela dignidade de todos os Homens. Justo é aquele que reconhece o dever de respeitar o bem e a dignidade de todos.

A justiça, nesse prisma, pode não coincidir com o que cada um considera o seu próprio bem-estar ou felicidade.

 

Teresa Paupério


 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 02:05  Comentar

De Cidália Carvalho a 14 de Fevereiro de 2010 às 23:31
Faça-se justiça: Belíssima estreia a da Teresa Paupéria.
Bjnh

Maputo | Moçambique

Pesquisar
 
Destaque

 

Porque às vezes é bom falar.

Equipa

Alexandra Vaz

Ana Martins

Cidália Carvalho

Ermelinda Macedo

Fernando Couto

Jorge Saraiva

José Azevedo

Landa Cortez

Leticia Silva

Rui Duarte

Sandra Pinto

Sandra Sousa

Sara Almeida

Sara Silva

Sónia Abrantes

Tayhta Visinho

Teresa Teixeira

Fevereiro 2010
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
13

14
15
17
18
20

21
22
24
25
26
27

28


Arquivo
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


Comentários recentes
gostei muito do tema artigo inspirado com sabedori...
Não podia concordar mais. Muito grata pelo comentá...
Dinheiro compra uma cama, mas não o sono...Compra ...
Caro Eurico,O cenário descrito neste artigo enquad...
Grande artigo, que enquadra-se com a nossa realida...
Presenças
Outras ligações
Música

Dizer que sim à vida - Carlos do Carmo:

 

Dizer que sim à vida - Luanda Cozetti: