24.2.12

 

Mudar, sempre é difícil. Se vamos mudar de casa, logo estamos envolvidos com caixas e mais caixas. Guardando coisas, separando objetos, encontramos passado e presente. Coisas que um dia significaram alguma coisa, outras perderam sentido. Fotos aparecem e contam histórias. Telefones anotados em pedaços de papel, quem nunca pegou um guardanapo e escreveu um telefone? Tantas coisas que juntas contam quem somos nós. Separadas em caixas, cobertas e às vezes no lixo, continuam sendo uma parte do que somos.

Na vida, mudar de casa é como mudar para crescer, deixar para trás o que conhecemos e começar do zero. Tantas vezes somos obrigados a mudar nossos sentimentos, fingir que não estão ali, tentar melhorar até conseguir mudar, para poder seguir adiante.

Mudanças boas existem, fáceis não. Mudanças rápidas e inesperadas, também.

Apesar de muitos negarem, em alguma coisa todos queremos mudar. Porque mudar significa evoluir, conseguir alguma coisa.

E mudar por amor? Impossível. Ninguém muda por amor. Escondemos algumas coisas por amor, mas mudar não mudamos. O amor é tão temperamental que ele está convencido de que pode mudar o outro, é questão de tempo e de jeito. Muito se investe nisso, mas o outro não muda. Porque ninguém muda por decreto nem por amor. Mudança é uma coisa que está no fundo da alma, uma necessidade que todos temos, mas tentamos ignorar. Apenas quando ela vem à tona é que conseguimos a força para mudar.

A dor também faz mudar. Sofrer cansa, desgasta, queima a esperança. Assim, depois de tanta dor, mudamos, não queremos mais sofrer aquilo de novo e mudamos nosso jeito de pensar.

O crânio humano é resistente, ideias entram fácil, mas resistem em sair, então só temos a alternativa de mudar.

A natureza não resiste. Muda as estações, a temperatura, as plantas. Fazem isso em silêncio, apenas para nos mostrar que mudar não é ruim, pelo contrário, quando mudamos, coisas melhores acontecem.

 

Iara De Dupont (articulista convidada)


Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 02:05  Comentar

Maputo | Moçambique

Pesquisar
 
Destaque

 

Porque às vezes é bom falar.

Equipa

Alexandra Vaz

Ana Martins

Cidália Carvalho

Ermelinda Macedo

Estefânia Sousa Martins

Fernando Couto

Fernando Lima

Jorge Saraiva

José Azevedo

Landa Cortez

Leticia Silva

Rui Duarte

Sandra Pinto

Sandra Sousa

Sara Almeida

Sara Silva

Sónia Abrantes

Tayhta Visinho

Teresa Teixeira

Vanessa Santana

Fevereiro 2012
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
13
15
16
18

19
20
22
23
25

26
27
29


Arquivo
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


Comentários recentes
gostei muito do tema artigo inspirado com sabedori...
Não podia concordar mais. Muito grata pelo comentá...
Dinheiro compra uma cama, mas não o sono...Compra ...
Caro Eurico,O cenário descrito neste artigo enquad...
Grande artigo, que enquadra-se com a nossa realida...
Presenças
Outras ligações
Música

Dizer que sim à vida - Carlos do Carmo:

 

Dizer que sim à vida - Luanda Cozetti: