20.4.12

 

O despertador toca… Esse é o início normal de mais um dia de trabalho… Está tão frio! E com os olhos ainda meio fechados retorna onde tudo começou…

Leonor acabara o seu curso superior e o primeiro emprego tardava em chegar… Talvez por não saber procurar, talvez por não procurar nos lugares certos, ou até porque tudo até então tinha sido tão fácil que não estava habituada a ter que fazer pela vida.

A primeira oportunidade surgiu, não perfeita e não como sonhara, mas não disse que não. Fazia 50 km para ir, 50 km para voltar e apenas recebia subsídio de alimentação. “Melhores dias virão”, acreditava Leonor. E sendo a melhor profissional que podia, deu sempre tudo por tudo para demonstrar o seu valor.

O seu trabalho era, principalmente, procurar pessoas para trabalhar. Empresas contactavam-na com ofertas de emprego e ela tinha que responder a esses pedidos encontrando perfis adequados à função. Rapidamente percebeu que o ideal “Pessoa certa para a função certa”, na maioria dos casos era utópico. Depois de 15 ou 20 chamadas, o desespero aumentava... “Mas será que ninguém quer trabalhar?” E as desculpas choviam e variavam… O maior inimigo do trabalho: o subsídio de desemprego… “Raios, mas será que o governo não vê que está a deseducar essa gente?”…

Passados 3 contratos Leonor efetivou. “Afinal o bom profissionalismo compensa!”

A luta diária é a mesma: fazer com que as pessoas queiram trabalhar.

Leonor ainda acredita que melhores dias virão… sempre e para todos aqueles que querem e aceitam trabalhar.

 

Ana Lua

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 01:05  Comentar

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