4.2.09


 


O suicídio não escolhe contas bancárias.




O dinheiro, o estatuto social e a realização profissional são factores importantes que contribuem para o bem-estar das pessoas. Contudo, não é porque se é rico, ou pobre, que se tem mais ou menos vontade de morrer. A alegria de viver não é algo que se compre e a tristeza é gratuita, ao alcance de todos.




A depressão profunda que, geralmente, acompanha a vontade de morrer, pode ter várias origens e razões mas é transversal a todas as classes sociais. Apesar das hierarquias sociais, da competitividade e do tão (in)desejável poder, todos nós ficamos em pé de igualdade perante a nossa mortalidade. O desejo de morrer perfura qualquer extracto social. Despindo-nos dos sinais exteriores de riqueza ou pobreza, da educação à qual tivemos ou não acesso, restamos nós: seres humanos. Todos estamos sujeitos a sentimentos como a angústia, a perda, o medo, e outros que as palavras não descrevem.




Felizmente, para contrapor os sentimentos de dor, a alegria e a vontade de viver respondem com a mesma moeda, ao alcance de todos, vindos de dentro de nós.


 


Estefânia Sousa


 

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Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 13:10  Comentar

De Susana Cabral a 28 de Fevereiro de 2009 às 23:34
Podemos ver isso mesmo quando lemos numa folha de jornal que aquela pessoa, sobre a qual nos habituamos a ler que "tudo tem", se suicidou.
Independentemente do que possa parecer o que cada um tem, o limite, o equilíbrio a vontade é algo muito pessoal e intimo, que de todo é enriquecido ou embelezado com diamantes.
A "moeda" com poder de "compra", no campo do suicídio , é o amor, o afecto e como dizes Estefânia a alegria e a vontade de viver, sem dúvida que essa "moeda" tem o "valor de nos proteger" contra a vontade de nos suicidar.

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