3.7.12

 

Difícil dizer um governo que não seja corrupto. Com tantos desvios de dinheiro a saúde paga por isso.

No Brasil existe o SUS, Sistema Único de Saúde. Na teoria todos nós brasileiros temos acesso a eles, uma rede de hospitais e postos de saúde.

Mas na prática isso não acontece. Faltam médicos, leitos, remédios, vagas, resumindo, falta tudo.

Um sistema que ignora, que não respeita os pacientes é um sistema falido.

Uma das lutas mais constantes é a Reforma Psiquiátrica, que batalha pela integração do paciente a sociedade e visa seu bem-estar, já que durante anos as pessoas viam os horrores que os pacientes sofriam internados em manicômios, onde eram tratados brutalmente e muitos não sobreviviam a tanta violência. Com o começo da reforma hospitais psiquiátricos foram fechados, existe sim a solução, mas apenas em teoria.

A saúde mental no Brasil foi como todas, abandonada. Os hospitais foram fechados, mas isso não garantiu bem-estar aos pacientes nem um lugar digno para poder fazer seu tratamento.

Ainda hoje no século 21, psiquiatras e ativistas da causa lutam arduamente para poder ajudar pessoas vítimas de distúrbios mentais, mas trabalham sem ajuda do governo, sem apoio.

Brasileiros como muitos passam dificuldades econômicas, vivem debaixo de uma pressão enorme, vendo seus direitos massacrados e sem ajuda de nenhum lado, tudo isso vira uma panela de pressão em qualquer mente.

E o governo ignora tudo isso. Acesso a psiquiatras apenas quem tem dinheiro para pagar pela consulta e pelos remédios. Quem quiser esperar na fila durante meses pode conseguir alguma consulta, mas isso não garante os remédios.

O que dizer de um país que leva seus cidadãos a loucura? Esse pouco caso que se faz da saúde mental mostra como o Brasil é um país devorado pela corrupção, pelo desvio de dinheiro, um país que ignora o sofrimento das pessoas e o calvário que pode ser uma doença mental quando não é tratada a tempo.

A pergunta é - Existe saúde mental no Brasil? Não. Ela é tratada como uma coisa sem importância, não está em nenhuma lista de prioridades, nem é considerada uma questão de urgência.

Dizem que o brasileiro tem fama de se automedicar, que são um povo hipocondríaco, mas não é verdade. É um povo que se arrisca a comprar os remédios sem receitas porque foi abandonado pelo sistema, não há médicos nem tratamentos disponíveis, então tenta salvar-se da melhor maneira possível. Não é ideal comprar remédios sem receita, mas como sobreviver em um país que não respeita os direitos das pessoas e nega a elas tratamento?

Cada um sabe de si e diante do silêncio do governo são todos obrigados a fazer o que puderem para viver mais um dia. Nem que seja o último.

 

Iara De Dupont (articulista convidada)


Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 01:05  Comentar

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