9.2.09


 

Após o momento mais grave de uma crise, há uma redução do risco de suicídio?

  

É certo que, ultrapassada uma altura complicada, um período difícil, uma chamada crise (ó palavrinha omnipresente…), a alegria ou o puro alívio (O pior já passou…) que sentimos impelem-nos a darmos o assunto por encerrado e passarmos adiante, até porque sabemos que ficar a revolver águas passadas não faz bem à saúde.

 

Inúmeras alturas haverá em que esta é a melhor opção. Mas será que, depois de sabermos que uma pessoa, ainda mais se for próxima, tentou suicidar-se mas não conseguiu, conseguiremos permanecer neste descanso? Provavelmente não.

 

Provavelmente ela percorreu um caminho longo e penoso entre a primeira vez que pôs sequer essa hipótese e o momento em que a colocou em prática. Mesmo que tenhamos decidido ter sido uma “chamada de atenção”, não terá decorrido de uma dose de sofrimento demasiado difícil de comportar? Provavelmente uma pessoa só numa enorme desesperança decide suicidar-se, e provavelmente é um sentimento que corre fundo, não será simples de reverter. É verdade que o intento de terminar com a própria vida tem um pico e depois de algum tempo (sendo que o tempo acaba por não ser o mais importante mas sim o que nesse decorrer vai acontecendo) a pessoa ou o ultrapassa, com ou sem ajuda, ou pode tentar outra vez sim. Aliás, estudos referem que oitenta por cento das pessoas que consumam o suicídio não o fazem na primeira tentativa mas em tentativas posteriores. Provavelmente é porque pouca coisa mudou entretanto. Na dúvida mais vale sossegarmo-nos.

 

E, mesmo que tenhamos medo, mais vale acompanhar, disponibilizar os nossos ouvidos e o nosso amor, interessarmo-nos, perguntar, tentar ajudar de coração mas sem tomarmos sobre nós a responsabilidade da decisão última, que será sempre daquela pessoa, procurar outras ajudas.

 

Para assim, já mais sossegados, podermos confiar no significado da palavra “crise” em mandarim – ao que parece é formada pelos ideogramas “perigo” e “oportunidade” e consta que pode ser uma dádiva maior. Que o seja, para todos nós!

 

Ana A

 
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Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 02:10  Comentar

De isabel a 9 de Fevereiro de 2009 às 12:21
Álcool
Consumo excessivo é responsável por dez mil suicídios por ano
O consumo de várias doses de bebida numa única ocasião (binge drinking) preocupa especialistas que alertam para o facto de este comportamento ser responsável por 27 mil mortes acidentais e dez mil suicídios todos os anos na Europa





«Este tipo de consumo não é exclusivo dos jovens e cerca de 80 milhões de europeus com idade superior a 15 anos disseram ter praticado binge drinking pelo menos uma vez por semana, em 2006» , lê-se no Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool (PNRPLA), que está desde hoje em discussão pública.

Com base em estudos internacionais, o documento acrescenta ainda que «cerca de 25 milhões de europeus com mais de 15 anos de idade referem que o binge foi o seu padrão habitual de consumo no último mês».

Na União Europeia, o consumo de quatro ou mais doses de bebida numa única ocasião (binge drinking) está relacionado com 27 mil mortes acidentais, dez mil suicídios e dois mil homicídios, ou seja, quatro em cada dez de todos os assassínios, refere o documento elaborado pelo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT).

No geral, o álcool causa anualmente 195 mil mortes na Europa, sendo a faixa etária entre os 15 e os 29 anos a mais afectada.

Quatro em cada dez assassínios e mortes violentas estão relacionadas com problemas de álcool assim como um em cada seis suicídios e um em cada três acidentes rodoviários, revelam estudos citados no PNRPLA.

«A Europa é a zona do Mundo com consumo mais elevado de álcool» : cerca de 11 litros per capita.

«Embora o consumo médio de álcool tenha vindo a decrescer na UE, a proporção de jovens e jovens adultos com padrões de consumo nocivos cresceu na última década em muitos dos Estados-membros» , estando os menores de idades entre os que apresentam padrões mais preocupantes.

Além deste fenómeno, o IDT lembra ainda no documento que há entre «cinco a nove milhões de crianças na União Europeia que vivem em famílias afectadas pelo álcool»: estima-se que 16 por cento de todos os casos de abuso infantil e negligência são causados pelo álcool, sendo «incalculável» a quantidade de crianças que já nascem afectadas pelos seus efeitos.

Lusa / SOL

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