31.7.12

 

É cada vez mais frequente ouvirmos falar, por aí, em saúde mental. Não sei se o termo simplesmente se banalizou, ou se, efetivamente, se generalizou uma preocupação legítima com esta problemática!

Mas o que é, então, a saúde mental? E como andará a saúde mental dos portugueses?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde mental define-se como “o estado de bem estar, no qual cada individuo tem conhecimento total do seu próprio potencial, consegue lidar com o stress normal da vida, consegue trabalhar produtivamente e com resultados e ser capaz de fazer uma contribuição para a sua comunidade”.

Então, ao falarmos em saúde mental, queremos referir a ausência de doença mental, ou inexistência de psicopatologia, ou seja, um estado de saúde normal. Contudo, por si só, a ausência de sintomas psiquiátricos como a falta de resiliência ou da adequada capacidade mental, a depressão, ou as dependências de substâncias, por exemplo, não são suficientes para afirmarmos que a pessoa seja possuidora de robustez mental. A pessoa com saúde mental deverá apresentar capacidades e recursos próprios para lidar com as diversas situações com que se depara no seu dia a dia, não adoecendo. Esta pessoa deverá ter uma boa capacidade de adaptação e de se relacionar afetivamente com os outros. E, assim, sentir-se bem e feliz.

Alguns estudos epidemiológicos demonstraram que as perturbações psiquiátricas e os problemas de saúde mental se tornaram numa das principais causas de incapacidade e morbilidade nas sociedades atuais.

Estima-se que Portugal seja o país da Europa com maior prevalência de doenças mentais, sendo que um em cada cinco portugueses já tenha sofrido de uma doença psiquiátrica e, quase metade, já tenha sido vítima de uma dessas perturbações ao longo da vida.

A problemática associada à saúde mental reside no facto de mais de metade dos doentes graves se encontram sozinhos com o seu problema, sem nunca terem tido, ou procurado, qualquer tipo de ajuda e tratamento.

A boa saúde mental depende fortemente do estado geral biológico e cerebral, pois a saúde mental e a saúde física são duas vertentes fundamentais e indissociáveis da saúde, pelo que, por vezes, será importante o recurso a tratamentos com fármacos existentes para recuperar, ou até mesmo, para manter a boa saúde mental. E, estes tratamentos combinados com outras intervenções terapêuticas (psiquiátricas e psicológicas, por exemplo) promovem a referida melhoria e manutenção da saúde mental.

 

Andreia Esteves-Pinto (articulista convidada)


Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 20:05  Comentar

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