28.8.12

 

Nem te digo o tempo que passou desde a última vez que te escrevi...

Estou em Pristina! Quem diria... O meu caminho está a ser percorrido com os passinhos que deve ter. Embora dispensasse algumas coisas que aconteceram, penso que me ajudaram a crescer e a compreender melhor os outros.

Namoros, sozinha, acompanhada... Uma frase que li e adorei: “não procures nos outros aquilo que não encontras em ti”. Ou seja, encontrar a ponta do nó, e isso torna-se mais fácil quando estamos longe, sós...

Mesmo distantes, tenho sempre aquelas duas pessoas e o meu pai, a estrelinha no céu que se foi juntar às outras três... E tanta falta me fazem...

O meu marido... Aquela pessoa que sabe de tudo, tudo o que sou, com toda a minha história, com todas as minhas birras. Merece que seja feliz e espero que seja comigo.

Bem, vamos ao que me levou a escrever em ti, o clima: quero registar o dia em que deixei de ver o sol. O céu ficou encoberto e brevemente começará a nevar por uns bons meses.

O clima, é o tema central destes dias por ser diferente, mas... em ti não consigo refletir sobre ele pois o que sinto mesmo é falta de um abraço...

Abraço! Peito com peito, dois braços a envolver-me, um tronco a ser envolvido pelos meus dois braços. Não há palavras que substituam isso, por mais horas que se passem no skype... Gostava mesmo de ter um abraço sem palavras... Gostava de voltar a ter o meu pai a chatear-me, a minha mãe a passar-se, a minha irmã a melgar...

Os princípios desta gente dão-me cabo do juízo... Ou os meus princípios é que dão. Falo, falo, falo e fico com a sensação de que não vale nada. Que estamos a fazer figura de urso, principalmente eu, pensando bem as coisas...

Nem sei o que quero... Seria melhor parar tudo e voltar, mas agora não dá para baixar os braços, pois estou no meio de algo grande, muito grande.

Os dias que mais custam? Aqueles em que abraços e beijinhos resolviam tudo. Não há palavras que reconfortem este mal-estar. É deixar passar, mas não esquecer estes dias é importante. É preciso saber como são para saber lidar com eles. Só! Não há reticências porque é só isto. É só isto que custa. É só deixar passar e viver da melhor forma. Tentar viver não chega.

Chamam-me para as conversas diárias no skype, família e marido, quem eu mais amo e tanta falta me fazem. Mas já nem essas conversas me consolam...

 

Sónia Abrantes (articulista convidada)


Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 20:05  Comentar

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