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Foto: Crowd Of Faces – Dawn Hudson

 

Não será excessivo afirmar-se que o “fenómeno do poder” está presente em todas as situações da vida, nos atos mais elementares do ser humano, sendo essencial à sociedade. Na verdade, tudo na vida gravita na sua órbita de interesses. Desde os primórdios do tempo que o Homem se sente compelido pelo poder. Daí a sua incessante busca pelo poder através dos tempos e sob as mais diversas formas.

A sua omnipresença revela-nos que, além de ser uma necessidade social, é inerente ao Homem, a este está intimamente ligado. Só entre os Homens existe poder.

Num sentido amplo, o poder exprime-se na capacidade de alterar o mundo exterior. É a capacidade de produzir efeitos externos, quer sobre coisas, quer sobre seres humanos, num dado instante e lugar. Quando não pode alcançar efeito não é poder, simplesmente não existe. Por outras palavras, o poder potencial existe se e enquanto se pode efetivar no mundo exterior, se e enquanto se pode tornar poder efetivo.

Importará, porém, distinguir e precisar que o poder que exercemos sobre as coisas, traduzido na capacidade de cada um poder modificá-las, utilizá-las, consumi-las ou destruí-las, é o poder que se inscreve no conjunto de aptidões próprias e naturais do ser humano.

Por contraditório que pareça, o poder, só por ele pode ser dominado, limitado, influenciado e disciplinado, sendo caso para dizer com muita propriedade que o poder está por detrás de tudo na vida quotidiana.

Desde sempre, e de uma forma ou de outra, mercê da sua origem, o poder orientou, influenciou e comandou as nossas vidas, para o bem e para o mal, quer pelo seu exercício sobre algo ou alguém, quer nos estados de sujeição ou de submissão do ser humano.

 

Mas afinal como se define concretamente o Poder? A sua definição não é fácil, atenta a diversidade de sentidos que pode assumir. Diremos mesmo que uma discussão sobre o poder não tem fim. Porém, enquanto fenómeno de interação, podemos defini-lo como a capacidade de impor, direta ou indiretamente, determinados interesses numa dada situação social.

É um facto incontroverso e incontrovertível que tanto o poder físico como o poder moral estão presentes nas relações interindividuais, nas relações entre os Homens.

O poder físico aparece, não raras vezes, como meio ou instrumento do poder moral, utilizado e manipulado ao serviço da mente do Homem, contribuindo dessa forma para as chamadas ”doenças do poder”, cujo exercício é orientado em determinadas situações para o mal, como tem acontecido ao longo da história da humanidade.

Mas o poder não deve ser visto apenas ao nível de uma relação simétrica entre, pelo menos, dois atores. De facto, no âmbito da interação não podemos deixar de considerar a agregação de comportamentos, como o resultado de forças reunidas em grupo. E, nesta perspetiva, o que se disse a respeito do poder nas relações interindividuais aplica-se obviamente ao que se passa no seio dos grupos.

A força do poder está sempre presente, quer nas relações interindividuais quer nas relações no âmbito dos grupos.

Caberá ao Homem, para bem da humanidade, saber lidar com o Poder.

 

José Azevedo

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 09:30  Comentar

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