27.4.16

Messier-WikiImages.jpg

Foto: Messier - WikiImages

 

A lua tinha-se recolhido do olhar de todos, entregando-se ao radioso encontro com o astro-rei. A insinuante escuridão da noite acentuava o brilho da miríade de estrelas do firmamento.

Um vulto curvado e mirrado pelo tempo, caminha lentamente em direção à fogueira crepitante. Com graciosos movimentos prepara o chá que distribui por duas taças. Estende uma delas ao seu neto, sentando-se a seu lado. O neto exclama que as estrelas mais brilhantes e cintilantes devem ser os seus pais, cujas vidas lhes foram abruptamente roubadas naquele terrível acidente. O avô eleva languidamente o seu olhar e sorri com amor, como só quem tem o conhecimento puro e sábio. Saboreando o fumegante chá o avô acena a cabeça em afirmação:

- Sim, são os teus pais, são os meus pais, são todos os nossos antepassados.

Alcançando o significado das palavras do avô, o neto refere com entusiasmo:

- Por isso o céu está cheio de estrelas cintilantes! Quando morremos transformamo-nos em estrelinhas, não é avô?

Com um semissorriso nos lábios, de serenidade e sabedoria, responde tranquilamente:
- Não nos transformamos em estrelas quando morremos. Nós somos estrelas desde que nascemos! Vimos todos de uma fonte, uma grande fonte de luz…

- Tal como o sol, avô?

- Sim, tal como o sol, mas ainda mais grandioso! O sol é uma partícula que se desprendeu da Grande Fonte de Luz, para cumprir a sua missão de iluminar os planetas e os satélites que dançam à sua volta. Mas a fonte de que falo, é mais grandiosa. E dessa fonte brota todo o universo e todas as coisas que existem, possíveis e imagináveis. E nós somos estrelinhas que se soltam da fonte de luz. Somos centelhas luminosas que vêm para a Terra com uma missão. Cada centelha tem a responsabilidade de ser feliz na sua existência. Cada ser humano, cada partícula de luz, cada estrela, tem a responsabilidade de se amar a si próprio, de se respeitar como um ser único com direito a ocupar o seu lugar neste planeta.

Avô e neto observam com ternura o universo cintilante que os envolve. E continua:
- Cada centelha de luz é responsável pela sua felicidade, pela sua evolução, partilhando e difundindo amor e compreensão por todas as outras partículas luminosas à sua volta. E quando sentem que cumpriram o seu propósito, refundem-se na unidade, de volta à Fonte de Luz, transformando-a e renovando-a.

 

Tayhta Visinho

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 09:30  Comentar

Maputo | Moçambique

Pesquisar
 
Destaque

 

Porque às vezes é bom falar.

Equipa

Alexandra Vaz

Ana Martins

Cidália Carvalho

Ermelinda Macedo

Estefânia Sousa Martins

Fernando Couto

Fernando Lima

Jorge Saraiva

José Azevedo

Landa Cortez

Leticia Silva

Rui Duarte

Sandra Pinto

Sandra Sousa

Sara Almeida

Sara Silva

Sónia Abrantes

Tayhta Visinho

Teresa Teixeira

Vanessa Santana

Abril 2016
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
12
14
16

17
19
21
23

24
26
28
30


Arquivo
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


Comentários recentes
gostei muito do tema artigo inspirado com sabedori...
Não podia concordar mais. Muito grata pelo comentá...
Dinheiro compra uma cama, mas não o sono...Compra ...
Caro Eurico,O cenário descrito neste artigo enquad...
Grande artigo, que enquadra-se com a nossa realida...
Presenças
Outras ligações
Música

Dizer que sim à vida - Carlos do Carmo:

 

Dizer que sim à vida - Luanda Cozetti: