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HandsHoldingJigsaw-PetrKratochvil.jpg

Foto: Hands Holding Jigsaw – Petr Kratochvil

 

Primeiro surgiu o nome – margem. O que não estava no centro, mas na periferia; a borda, o terreno que ladeia um rio; um limite, uma fronteira.

Depois fez-se o adjetivo – marginal. Tudo o que não está no centro, mas na margem é marginal. Quando se aplica à estrada que acompanha a margem do rio é positivo e bonito, porque pode ir-se passear para a marginal. Quando se aplica a pessoas é algo muito pejorativo, porque a pessoa torna-se criminosa e excluída e, portanto, ninguém quer ser qualificado por este adjetivo.

A seguir fez-se o verbo – marginalizar. Aqui o pejorativo é de quem pratica a ação. Quem põe à margem, quem exclui, quem tira do centro. Não me parece que este verbo faça algum sentido. Não se deveria atribuir esta ação a alguém. Nem nenhum sujeito deveria querer praticá-la!

Pôr-se à margem pode ser uma escolha. Pôr à margem também, mas não uma escolha acertada, diria.

Tem antes que se chegar às margens e chamá-las ao centro. Trazê-las para a nossa beira, incluir, integrar, ajudar. Todos estes verbos são tão melhores!

Nesse sentido penso que se deveria criar outro verbo – desmarginalizar. Tem todo um sentido positivo e traz energia de mudança. Esta ação, sim, deveria ser atribuída a, e praticada por todos os sujeitos! Este verbo, sim, é que deveria derivar do nome. Sem margem para dúvidas!

 

Patrícia Leitão

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 08:00  Comentar

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