28.1.14

 

São indissociáveis os termos intervalo e tempo, assim, perceciona-se a forte corelação entre intervalo e o tempo de realização de uma atividade. Uma técnica premente de análise dos fluxos de caixa de um projeto apresenta de forma combinada as variáveis críticas do juro designadamente capital, taxa de juro e tempo. O tempo figura como a cadência pela qual o capital é valorizado em ordem à taxa de juro vigente, tempo este escalonado em intervalos (período de capitalização) impreterível para a correta valorização do capital.

Ora, para que serve o intervalo (lapso de tempo) no raciocínio acima? Para ajustar a lógica de análise dos fluxos de capital numa base consentânea de ocorrência do fenómeno em estudo. O tempo (ou intervalo) serve para dar coerência e justeza à operacionalização dos fluxos de caixa. Se a equivalência de taxa de juro, que tem como elemento base o tempo, não ocorresse, perdia-se toda a lógica de avaliação e medição dos valores resultantes de tal operação.

Os intervalos que decorrem do desenvolvimento de uma certa atividade serão tantos quantos forem necessários para manter um ritmo competitivo adequado ao longo da sua vida útil. Um limite de intervalos torna-se necessário definir para regular o desempenho dos intervenientes, resultante do esforço a ser empreendido em função da capacidade instalada ou existente.

Há contextos em que o intervalo favorece uns, aumenta ou retira os níveis de concentração e/ou pressão existente e que favorecia outra parte. O intervalo pode ocorrer para conceder algum tempo de descanso necessário para recarregar as baterias, obter feedback do coach e afinar estratégia de atuação com vista a obtenção de melhores resultados até ali alcançados.

Observam-se intervalos como metodologia para readquirir níveis de desempenho e concentração necessários para a continuidade do trabalho. O intervalo está quase sempre associado à obtenção dos resultados (outputs) em ordem à qualidade das atividades que decorrem do lapso de tempo, desde a sua ocorrência última até ao presente.

Assemelhar o intervalo ao efeito-retorno é uma analogia de casos isolados, sobretudo pertinentes, em que um intervalo veio a alterar o rumo ou tendência dos acontecimentos verificados até antes de sua ocorrência. Se um jogo de futebol possui 90 minutos regulares, em muito pouco tempo basta alguma falha de concentração e o resultado pode alterar-se completamente. Isso chama a atenção ao facto de em alta competição os erros ou falhas de concentração terem uma fatura pesada e um impacto futuro perigoso na medida em que as ondas impulsionadas pela presença de “urânio” poderão catalizar uma destruição maciça.

Essa afirmação ganha relevo e notoriedade nos ganhos a que o rendimento marginal de um intervalo pode proporcionar. Isso implica uma rigorosa disciplina e gestão do tempo em linha com os objetivos que se pretendem alcançar dessa disputa. Essa equação não pode deixar de lado variáveis como a competência e o talento natural ou adquirido, a experiência adquirida em “palcos” competitivos que influencia o índice de confiança, a frescura físico-psicológica, grau de importância e o valor em disputa.

Destes fatores chamo particular importância à concentração e ao índice de confiança, porque muitas vezes as disputas ganham-se nos detalhes. No todo destrinça-se o essencial do detalhe, a sua soma é que forma o universo. Muitas das vezes negligencia-se a importância e influência do detalhe, concentrando-se apenas no essencial, quando a soma dos detalhes acrescido da aptidão supera o adversário conferindo maior poderio generalizado a este competidor. Um verdadeiro campeão e insuperável é alguém que também sabe prestar atenção ao detalhe, tornando-o um atleta único e raro. Acresce-se a isso a sua inteligência emocional, astúcia e sentido de oportunidade como valiosos contributos para a sua distinção.

 

António Sendi

 

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