15.3.15

QuandoForGrande.jpg

 

”O que queres ser quando fores grande?” é a pergunta levada à exaustão durante a infância. Crescemos, seguimos o nosso caminho, acabamos na faculdade, ou não, mas somos o que queremos ser, a nível profissional?! Temos as ferramentas necessárias para decidir, nessa altura, o caminho que tomaremos, três, cinco anos mais tarde?! Se calhar, não…

Ainda assim, temos, supostamente, o poder da escolha. Mas o estudo nem sempre nos leva à profissão nessa área. O menino que estudou para ser engenheiro, hoje trabalha num restaurante. A menina que estudou para ser jornalista, hoje trabalha numa loja. Empregos, esses, dignos como qualquer outro. Mas o sonho, a vontade, o querer ficou adiado. A profissão, o ofício que desempenha, fica apenas pelo ser, o querer passa para segundo plano. Desempenha-a por obrigação ou por necessidade, porque tem contas para pagar… não por vontade, ou sequer por vocação. É o tem que ser e, como se costuma dizer, o que tem que ser tem muita força. Nos entretantos perde-se a magia, perde-se a realização profissional, porque não há lugar para todos e, às vezes, nem sequer para os melhores. E a pergunta “O que queres ser quando fores grande?” perde a inocência e o entusiamo de outrora, quando se respondia: “Quero ser bombeiro. Quero ser astronauta. Quero ser cabeleireira.” O “quero ser” dá lugar ao “sou”, mas nem sempre com a palavra, ou com a profissão, que gostava que lhe seguisse. Não quer dizer que não dê o melhor na função que desempenha, mas acaba por faltar sempre qualquer coisa: sentir-se preenchido, realizado! No fundo, feliz! E a frustração acaba por ser um sentimento que vai crescendo… “Sou empregado de mesa, porque preciso de pagar contas” e não “Sou empregado de mesa, porque adoro o contacto com as pessoas”. Profissionalmente e, consequentemente, pessoalmente, fica-se pela metade, vive-se nos entretantos… E a pergunta “O que queres ser quando fores grande?” já deixou de fazer sentido.

 

Sandra Sousa

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 08:00  Comentar

Maputo | Moçambique

Pesquisar
 
Destaque

 

Porque às vezes é bom falar.

Equipa

Alexandra Vaz

Ana Martins

Cidália Carvalho

Ermelinda Macedo

Fernando Couto

Jorge Saraiva

José Azevedo

Landa Cortez

Leticia Silva

Rui Duarte

Sandra Pinto

Sandra Sousa

Sara Almeida

Sara Silva

Sónia Abrantes

Tayhta Visinho

Teresa Teixeira

Março 2015
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
12
14

17
19
21

24
26
28

29
31


Arquivo
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


Comentários recentes
gostei muito do tema artigo inspirado com sabedori...
Não podia concordar mais. Muito grata pelo comentá...
Dinheiro compra uma cama, mas não o sono...Compra ...
Caro Eurico,O cenário descrito neste artigo enquad...
Grande artigo, que enquadra-se com a nossa realida...
Presenças
Outras ligações
Música

Dizer que sim à vida - Carlos do Carmo:

 

Dizer que sim à vida - Luanda Cozetti: