4.3.14

 

“Palavras”… vou chamar-lhes assim. “Palavras”, que não são apenas “palavras”; são indicadores que orientam a nossa posição na vida e a forma como a vivenciamos e a influenciamos, quer no quotidiano individual, quer na forma como nos relacionamos com os “outros”. Pontuam a maneira como vivemos o mundo; a forma como o “nós” se posiciona relativamente aos “outros”. Podemos definir as “palavras” como SIMPLICIDADE; RESPEITO; COMPAIXÃO; ESCUTA; SUBTILEZA; LAICIDADE; HUMOR; CAPACIDADE DE INDIGNAÇÃO e; O CUIDAR DE NÓS PRÓPRIOS. São “palavras” com um peso absolutamente necessário de análise. Ser SIMPLES obriga à capacidade de percebermos os “nossos” limites… às vezes é preciso fazer tanto esforço! O RESPEITO demonstra a consideração de todos como importantes e com algo a oferecer ao mundo… é preciso assumirmos que precisamos todos uns dos outros e, claro, para isso, os outros têm de ser entendidos como importantes na sua individualidade!; a SUBTILEZA é necessária para percebermos os pormenores escondidos nos “outros”, pormenores que podem deixar de ser apenas pormenores e podem dar-nos indicações de situações que exigem muita atenção! A COMPAIXÃO compreende a capacidade de aliviar o sofrimento dos “outros”… é tão necessária!; a ESCUTA proporciona a aceitação do silêncio dos “outros”… o silêncio é transportador de tanta informação! A LAICIDADE permite-nos a aceitação das opiniões e comportamentos dos “outros”… nem sempre é fácil!; o HUMOR adequado relativiza as situações mais desconcertantes… ajuda tanto! Temos, ainda, a CAPACIDADE DE INDIGNÇÃO perante um mundo, muitas vezes incongruente e devastador… a capacidade de indignação é imprescindível, porque implica que pensemos sobre os factos e, muitas vezes, pensar perturba e ajuda a alterá-los! e, finalmente; o CUIDAR DE NÓS PRÓPRIOS é uma condição necessária na confrontação com os “outros”… o cuidado individual é obrigatório para podermos ajudar os “outros”! Precisamos de viver no mundo e com o mundo… e o mundo é as pessoas! Aquilo a que chamamos “palavras” torna-se, no contexto social atual, mais necessário do que nunca! O relacionamento interpessoal (o relacionamento entre o “nós” e os “outros”), que constitui a essência do viver no mundo, não é compatível com a ausência destas “palavras”. Eventualmente existirão outras “palavras” importantes e necessárias para vivermos neste mundo, mas estas são algumas das que mais me empurram para uma vida de bem-estar. A subjetividade do bem-estar é a condição que permite a opção por estas ou outras “palavras”, ou por nenhuma palavra com este significado e dimensão. As “palavras” de que se vem a falar são necessárias para uma vida baseada na compreensão, no respeito e na aceitação dos “outros”. As outras, sem este significado e dimensão, transformam o mundo num sítio sem interesse humano e estético para que a vida aconteça. As viagens na vida são feitas à luz daquilo que cada um vivencia, aprende e apreende. Somos a história da nossa vida, com tudo o que esta nos proporcionou e proporciona. Às vezes o azar bate à porta de alguém… e não tem a sorte de usar estas “palavras” no seu dia-a-dia… e, então, a viagem torna-se sinuosa, difícil e incompreensível para alguns dos “outros” que usam essas “palavras” e, acredito que, para esse alguém, também. A SIMPLICIDADE; o RESPEITO; a COMPAIXÃO; a ESCUTA; a SUBTILEZA; a LAICIDADE; o HUMOR; a CAPACIDADE DE INDIGNAÇÃO e; o CUIDAR DE NÓS PRÓPRIOS, são algumas das “palavras” que não exigem muito custo para orientarem as nossas atitudes e comportamentos. Às vezes há necessidade de treino e, às vezes, muito treino mas, arrisco dizer, com minha certeza, que lucramos “nós” e os “outros” também.

 

Ermelinda Macedo

 

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