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Foto: Boot – Peter Griffin

 

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

Antoine de Saint-Exupéry

 

Responsabilidade é uma palavra densa. Só em ouvi-la vem à cabeça um monte de pensamentos, aqueles pensamentos que estão sempre martelando; não fizeste isso, esqueceu-se daquilo, não podes deixar para amanhã. Cada vez mais no mundo moderno as obrigações dos indivíduos crescem e nos sentimos inundados com tamanha responsabilidade: social, sócioambiental, civil, parental, e continua...

No entanto muitas vezes no sentimos responsáveis por pessoas ou coisas que não somos, outras tantas vezes, nos esquivamos e encontramos desculpas para justificar as responsabilidades que deixamos de cumprir. É importante identificar quais são as nossas responsabilidades de facto, isso ajuda a não assumirmos mais do que podemos (e devemos).

 

Antes de tudo, nós, adultos, somos responsáveis por nós mesmos e pelas nossas escolhas. E ser responsável é arcar com as consequências dessas escolhas, sendo elas boas ou más. Quando crianças, nossos atos não têm grandes consequências, mas à medida que crescemos, nos tornamos inteiramente responsáveis por eles e isso certamente é a grande diferença entre ser adulto e ser criança. Quando ajudamos um parente em dificuldade financeira por ter comprado um carro que provavelmente teria dificuldades em pagar, estamos assumindo responsabilidades que não são nossas e ajudando adultos a fugir das responsabilidades que assumem. Isso não quer dizer que não podemos ser generosos ou ter compaixão com o próximo, mas devemos separar a necessidade da falta de responsabilidade. Devemos deixar que os adultos assumam e respondam pelos compromissos por eles assumidos, para podermos dar conta dos nossos.

Quando recebemos uma multa de trânsito por ter estacionado o carro em lugar proibido, geralmente encontramos mil justificativas para o nosso ato, no entanto assumimos o risco de parar em local proibido, sendo de nossa inteira responsabilidade o facto de receber uma multa. Durante a nossa vida fazemos escolhas diariamente. Algumas corriqueiras como: que roupa devo vestir; o que vou comer no almoço; qual cadeira vou sentar na sala do cinema. Outras são escolhas para uma vida; comprar ou não uma casa; ter filhos; comprar um cão. Mas independente das escolhas que façamos temos que lembrar, sempre, que foram escolhas antes de se tornarem obrigações e que à medida que optamos por alguma coisa, certamente renunciaremos a outras. Em algumas escolhas podemos voltar atrás sem grandes implicações, noutras, o voltar atrás pode trazer implicações para nós ou para quem está à nossa volta. Por isso há que pensar antes de assumir responsabilidades, pois acima de tudo, não cumpri-las é ser desonesto consigo mesmo.

 

Letícia Silva

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 09:30  Comentar

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