26.11.14

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E há o momento em que tudo muda, já nada mais será como sempre foi... 

O medo assalta-nos porque desprotegidos estávamos, vivíamos na inocência de que tudo é comandado por nós, pelas nossas certezas, pelos nossos sonhos.

O futuro reinava no agora, tudo era dado como certo, tudo estava planeado ao pormenor, pouco falhava. Tínhamos mais uma vez o nosso ego a criar a mais bela história de encantar e acordados sonhávamos na esplendorosa ilusão sustentada pela mentira de que tudo sabemos.  Mas na verdade nada sabíamos, caminhávamos e respirávamos na inocência de que tudo é macio e de que nada de errado nos aconteceria... Até que a vida nos volta a ensinar que a ilusão de que tudo é idílico é a maior catástrofe a que estamos sujeitos. E somos envolvidos na desilusão... Em vez de sangue nas veias corre veneno que corrói todo o nosso interior, sentimos o murchar dos nossos órgãos tal e qual uma tempestade que se abate sobre um lindo lugar onde tudo estava aparentemente ordenado. A beleza está agora embaciada e lá no fundo uma pequena luz ténue insiste em brilhar, a chamada Fé. Bênção com que somos presenteados na condição de humanos, nunca a perderemos enquanto respirarmos, é tão certa a sua existência como o bater do nosso coração. E é com esta luz quase apagada que renasceremos para restaurar todos os danos que causamos ao nosso templo, durante o tempo que precisamos para acreditar que tudo aconteceu para, mais uma vez, termos a oportunidade de usar a força da criação.

Sem dúvida que nos vamos levantar e mediremos o tamanho da nossa força, se esse novo renascer for feito sem muletas, sem ajuda externa, só com a ajuda das nossas capacidades interiores. 

Só com o controle dos pensamentos e com a purificação do orgulho, da mentira, do apego, da raiva e muito mais fragilidades que escondem as lindas potencialidades que vivem sempre connosco, como o Amor, a humildade, a entrega, a aceitação é que será possível não cair na tentação das fraquezas que nos levam à ilusão. 

Tudo foi criado por nós em alguma altura da nossa existência e só acreditando que é assim o processo de crescimento da Alma é que seguiremos na direção da união com Deus, só na pura humildade e aceitação de que erramos porque estamos a aprender é que seremos dignos de voltar novamente a casa. Perfeitos, celestes, luminosos, vazios na leveza da personificação.

Na verdade somos todos Um só, neste Mundo em que habitamos, todos trabalhamos para uma Essência única e por isso cada um de nós representa um pontinho dessa grande e majestosa manifestação que, humanos que somos, não conseguimos identificar.

E Lá na Fonte inesgotável de Amor, Luz e Energia Divina, tudo é meticulosamente ordenado e para nós, Povo do planeta Terra, é-nos enviada uma leve fragrância do sublime aroma do que se respira no "Paraíso", mas só os que estão despertos é que serão abençoados por tal "relíquia".

 

Joana Pereira

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 10:00  Comentar

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