De Denise Moraes a 9 de Março de 2015 às 21:59
Muito bom !
Explicou exactamente o que eu penso!!!

De Cidadão Atento a 11 de Março de 2015 às 08:39
Obrigado Denise, embora sinta que tenha sido bastante abstracto na minha exposição, mas o tema em si é complexo embora não pareça, tornando-se assim relativamente difícil de abordar.
A dificuldade de ordem cultural, nomeadamente, coloca dificuldades em como tratar este assunto, daí a constatação.
Abraço

De Jose Carlos a 1 de Novembro de 2013 às 19:32
Mais um bom tema! Parabéns!

Antes de mais salutar pelo facto de se tratar do tema abertamente e sem tabus, deveria ser sempre assim pois a sexualidade deve estar aberta a todos quando se pronuncia e pratica com elevação. Metade dos mitos e crenças infundados e que a acompanham desapareceriam!

Antes de mais ficou interessante ir à pirâmide de necessidades de Maslow que só por si explica muita coisa do nosso quotidiano comportamental.

Desmistificando, o desejo não é mais do que a manifestação de uma necessidade. A questão é que muitas vezes temos o desejo sem ter necessidade, apenas uma projecção, logo há um engano pois a sua realização não nos vai suprir nada visto a necessidade não existir. E ai sim vem frustração ou desilusão, pois não se pode suprir/satisfazer aquilo que não existe. Ou no limite criar necessidades (outro mito)...

A questão passa por nos conhecermos bem a nós mesmos e conhecermos o outro, em qualquer tipo de relação!

A sexualidade é uma necessidade primária na minha visualização da pirâmide, nós é que erradamente evoluímos para etapas de desenvolvimento em que a colocamos como secundária ou terciária, mas é um erro na minha opinião.

Desejos há muitos e a forma como os concretizamos é que nos permite satisfazer necessidades...a criatividade reina no formato de as suprir!

Abraço

De Cidadão Atento a 8 de Novembro de 2013 às 19:13
Estimado José Carlos, obrigado pelo seu comentário, a sua profundidade de análise suscitou interesse em várias vertentes: concordância generalizada e como seria de esperar uma particular inquietação:
“... Muitas vezes temos o desejo sem ter necessidade...”. É,em si, uma pertinente questão de análise. Compreendo a sua posição, mas não assumo como verdade absoluta. A minha contestação é com ênfase no comportamento humamo, se por necessidade (contexto da psicologia) entende-se como sensação de falta de alguma coisa indispensável, útil ou cómoda ao homem, o desejo é uma resposta ou consequência deste estado primario, o que desencadeia sucessivamente um conjunto consciente ou não de acções com vista a cobertura de tal necessidade.
Mesmo quando percebe-se que o desejo não teve uma casualidade relacional com alguma necessidade (sentida), eventualmente e numa análise mais profunda resgatando a sua ideia segundo a qual haverá espaço para conhecermo-nos mais e melhor, tratar-se-ia de uma necessidade consentida.
É apenas uma ideia!
Abraço Amigo!