De Aníbal V a 22 de Julho de 2009 às 15:53
Gosto deste texto.
Face a situações do tipo daquela que ali é narrada, temos a tendência em pensar que o melhor é fugir dela, quanto antes, e que o ideal seria juntar a essa fuga/libertação, a observação da justiça punitiva sobre tão cruel infractor.
Mas a vida não é um ideal e por isso, na maioria das vezes, nem há fuga/libertação possível, nem a justiça se faz sentir.
Então, há que saber estar, aguentar, resistir, esperar. A "heroína" desta história parece ter essa capacidade - a da sobrevivência.
Sinal de inteligência e mais de meio caminho andado para preservar a sua saúde mental num ambiente de profunda degradação. Quantos conseguem esse equilíbrio?

De ©Marcolino Duarte Osorio a 22 de Julho de 2009 às 15:25
Olá, Filipa!

Citando-a: «Li um dia que de todas as más experiências se tira algo de bom. Não sei o que de bom há nisto, neste viver cheio de medo, de ódio… »

A meu ver, antes que uma experiência negativa, perante a sua existência persistente, nos faça tirar conclusões destas, o melhor é desactivá-la, imediatamente, doa a quem doer, não vá o seguro morrer de velho, e dar cabo do seu amor-próprio!

Gostei muito deste seu texto!

Marcolino

De Augusto Küttner de Magalhães a 22 de Julho de 2009 às 00:53
O dia a acabar, o fim do dia, dá que pensar! Pelo que se fez, pelo que ainda se vai fazer, pelo que se deixou de fazer!
Podemos ver que mais um dia está a passar, que está na tal hora de chegar, de chegar a casa.

Pode até ser um momento prazeirozo, como pode ser um desatino, de mau. Talvez em fases da vida, por circuntâncias da mesma, ou nossas, a vontade, quase que nos leva a não ir para casa, ao fim do dia, de um dia, de uma serie de dias, mas é esse o nosso caminho.
Mas em outras fases da vida, ambicionamos por esse mometo, por chegar/estar em casa! Estas alterações, estas formas de viver e estar no “momentum” têm muito a ver com a vida que estamos aviver! Claro que de quando em vez é tremendamente mau, outras tão bom. Tudo muda conosco, mas não só, com a forma como estamos, com a forma como a vida nos acompanha ou desacompanha, com desfios que temos e vencemos( ou nem por isso)...........como conseguimos lutar pela vida, e estar na vida!!