De ©Marcolino Duarte Osorio a 25 de Agosto de 2009 às 00:59
Olá Filipa!
Ganda confusão, digo eu...!
Mas é tão natural nesta fase de transição de uma escolha, não momentânnea, mas para sempre!
Depois tem outra coisa que aos homens custa um pouco menos: A parte sexual, o equilibrio sexual... Mulher sofre muito mais neste aspecto porque olha o sexo mais com o carinho e afectos do que apenas pelo equilibrio geral de todo o organismo. Homem também se sente confrangido pelos condicionalismos ancestrais sociais, mas lá bem no fundo, depois de satisfeito, logo parte em busca de outras aventuras porque, ao fim e ao cab há algo que ficou imcompleto.
Viver só não é viver em solidão, a não ser que sempre tenha gostado de alguém entrar nos seus espaços para ter motivo de tricas. Mas isso também se ultrapassa. São hábitos e os hábitos transformam-se!
Se optou por ficar sozinha porque não dava para coabitar com mais alguém veja isso com alegria, e esqueça os velhos hábitos, transformados em Cartilha Comportamental.
Solidão sente-se, por exemplo, num grande festival ao ar livre em que se evita tocar nos parceiros à nossa volta.
Os tempos são outros. Quantas e quantas vezes vemos alguém partilhar a casa com outras pessoas da mesma idade mas com regras definidas e tarefas determinadas em conjugação de esforços. Mas para isto há que ser humilde, há qe ter vontade de aceitar as outras duas ou mesmo três partes. Há que estabelecer certas regras de boa vizinhança
detro de casa. Hoje, em Portugal, isso já se vem verificando, tal como acontece noutros países.
O tal vazio, a tal solidão e os seus complementos, alcool, tabaco e pastilhas, desaparecem, para uma vida nova e sã reaparecer nas vidas que estão nesta fase de transição.
Olhe, quando estive no exército, estava a milhares de quilómetros de casa, e o pré não dava para alugar casa. Fui viver com uns camaradas de armas para uma República, a suadosa Républica do Sol Pôsto, perdida algures em Angola. Cada qual, mensalmente, geria as finanças, os teres e os haveres, da Republica. Era ver aquele que com menos dinheiro dava melhor viver aos restantes.

Existia um caderninho, tanto na dispensa como no frigorifico, para os "distraidos" assentarem o que ía a mais para os seus estômagos.... É uma experiência a ter em conta...!

Resto de boa semana!

Marcolino

De eu a 20 de Agosto de 2009 às 16:26
um texto excelente. uma realidade dolorosa.
Quem já não sentiu isto?
não somos todos humanos?

De Aníbal V a 20 de Agosto de 2009 às 01:03
Vazio, tristeza, isolamento, solidão, depressão. Fugir para a frente, ou pedir ajuda?

De Susana Cabral a 18 de Agosto de 2009 às 23:11
Olá Filipa

Bem, tenho mesmo de dizer que gostei imenso do teu texto. Infelizmente ou felizmente, porque nos obriga a repensar nas nossas opções, que existem dias e momentos que somos invadidos pelo vazio.
No final existe sempre sentimentos e pessoas que nos preenchem e nos fazem sentir tudo menos vazios.

Beijos e queijos