De Jose Quelhas Lima a 6 de Abril de 2010 às 18:02

Para Ninguém,

"Romeiro,romeiro,quem és tu?Ninguém."

Gostei muito do poema.Muito.Mas nadar,ou voar, ou até mesmo amar,apenas pelos próprios meios, pode ser difícil ou até impossível.

Por me ter recordado Frei Luís de Sousa e me ter revelado Qabbani,ofereço-lhe um excerto de Brecht e um poema de António Cabrita.

"Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.
Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem."


"Ah, ser de um rebanho
tresmalhado:

e eis meia vida desperdiçada
a enxertar
flores silvestres
no lenho dos românticos —

muito bem providos
os olhos
cerzidos em ouro."

(Por gentileza de Ana Roque)

De ninguém a 6 de Abril de 2010 às 11:31
Eu não sou professor
Para te ensinar a amar,
Também os peixes não precisam de um professor
Que os ensine a nadar
E os pássaros de um professor
Que os ensine a voar.
Nada pelos teus próprios meios.
Voa pelos teus próprios meios.
O amor não tem manuais
E os maiores amantes da história
Não sabiam ler.

Nizar Qabbani