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Não existe receita mágica para se atingir objetivos ambiciosos, a fórmula do sucesso foi definida há muito tempo atrás e com recorrência temos assistido a tentativas frustradas de contornar essa lógica. Daquilo que se sabe e que de bom se pode colher dos eruditos é que o sucesso é resultado de muito trabalho, entrega, disciplina, método e atenção seletiva entendida como “foco no meio de estrépito indica atenção seletiva, a capacidade neuronal para nos concentrarmos apenas num alvo, ignorando ao mesmo tempo um mar ondulante de estímulos, cada um deles com um foco potencial", Goleman (2014).

O sucesso pressupõe um processo cíclico e organizado de gestão estratégica de recursos, âmbito e resultados, variáveis com forte grau de dependência entre si. As fases que compõem a consecução do sucesso obedecem, regra geral, ao seguinte faseamento: planeamento, organização, liderança e controlo.

O primeiro passo para o sucesso é definição de objetivos realísticos que possam orientar a nossa atuação presente, um guia e orientação clara sobre como agir no presente para alcançar nossas metas no futuro, de curto, médio e longo prazo. Consoante o horizonte temporal, mais complexos se tornam os objetivos definidos e específicas são as atividades operacionais, havendo alinhamento entre os objetivos de curto, que orientam para os médios e estes para os de longo prazo.

A segunda fase é organização que consiste, após definição de objetivos, na identificação de recursos e arrolamento de capacidade endógena e exógena, necessários para a formação de um veículo responsável pela administração das ações conducentes ao alcance do sucesso. Nesta fase aquilatam-se as capacidades existentes e de forma seletiva identificam-se os recursos críticos e indispensáveis e os que podem ser externalizados tendo em consideração, fundamentalmente, o sacrifício envolvido na contratação de recursos externos.

Uma vez definidos os objetivos e identificados os recursos, a fase posterior é meramente de articulação – designada de liderança, fase crucial e transversal a todos os níveis hierárquicos que pressupõe comunicação, motivação e responsabilização, assegurando uma efetiva coordenação dos recursos e que estes possam dar resposta aos objetivos que foram impostos.

A quarta e última fase é de avaliação sistemática dos resultados alcançados face aos definidos para avaliação de desempenho. Com base nas métricas definidas apuram-se os desvios e tomam-se medidas necessárias para assegurar eficácia e eficiência da nossa atuação face aos objetivos definidos.

Indagado sobre a receita mágica para o sucesso não se adivinha uma resposta fácil porém, é momento ímpar para iluminar, sem eliminar ou canibalizar, a vivência consentida pelo inquiridor, compensar a humildade demonstrada e preencher a necessidade de busca de modelos para a almejada receita mágica.

 

António Sendi

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 10:00  Comentar

De Jose Carlos F. Pereira a 27 de Outubro de 2014 às 17:16
Mais um bom artigo Sendi! Eu partilho numa linguagem mais simplificada que a fórmula do sucesso é um conjunto de bons juízos de valor repetidos ao longo do tempo, assim como a fórmula do insucesso é um conjunto de maus juízos de valor repetidos ao longo do tempo. É simples mas não é fácil!
Mas como fórmula (melhor chamar modelo) tem regras, obriga a conhece-las bem, a um bom auto-conhecimento e capacidade para as colocar em prática (acção) com um boa análise do enquadramento e capacidade de liderança para utilizar o processo de influência – em poucas palavras, “sucesso é conseguir o que queremos”.
Com quem mais aprendi foi com Napoleon Hill – entrevistou 16.000 empresários de sucesso em 25 anos (apadrinhado pelo Andrew Canargie) – características que podem ser desenvolvidas em qualquer um (com método). Numa primeira fase persistência e depois muita consistência e disciplina! Abraço

De Cidadão Atento a 28 de Outubro de 2014 às 10:47
Certamente José Carlos, concordo absolutamente consigo.
Gostei particularmente da génese do seu argumento, uma abordagem simplista mas consistente: sucesso é o conjunto de bons juízos de valor repetidos ao longo do tempo.
Em velocidade cruzeiro e numa fase de maturidade do ciclo de desenvolvimento da racionalidade, o instinto e intuição ocupam espaço no comité decisório do nosso processo cognitivo, graças as experiências adquiridas e consolidadas.
Obrigado pelo seu contributo!
Abraço

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